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domingo, 22 de março de 2009

Por que precisamos de culpados?


por Maria Silvia Orlovas

Você já reparou que sempre procuramos explicar para nós mesmos os fatos da vida e encontrar respostas para o porquê das coisas?
Pois bem, amigo leitor, saiba que você é assim e que a maioria das pessoas segue este mesmo paradigma. Sempre precisamos de um motivo, de uma causa, de uma explicação e de um culpado. Parece que quando entendemos os fatos, de alguma maneira, as coisas pesam menos e temos, ainda que temporariamente, a sensação de possuir algum controle. O problema está quando o tempo todo vemos o que acontece no lado de fora assinalando os responsáveis pelo nosso sofrimento sem nos envolvermos como participantes do destino.

Infelizmente, conheço muitas pessoas que desejam saber o porquê, mas fogem quando percebem que estão profundamente envolvidas nas respostas tristes que encontraram. Descobri também que existem muitas pessoas que se martirizam quando percebem que foram responsáveis por respostas infelizes que a vida ofereceu. Pessoas que acham que já estão se assumindo, mas que ainda vêem a vida com muita severidade e, justamente por isso, as coisas ficam emperradas e as mudanças não vêm. Assim, a pessoa que já está se achando culpada pela vida não dar certo, passa a se acreditar uma derrotada. E não é assim que as coisas acontecem.

Amigo leitor, atendendo muitas pessoas ao longo desses anos todos, como terapeuta, percebi que muitas vezes a pessoa tem que viver uma pausa. Um período em que por mais que ela invista em mudanças, procure se melhorar, faça cursos, invente todas as modas... Nada acontece... Representa uma interferência que Deus, ou o destino, coloca à nossa frente para que façamos uma reflexão. Algo profundo dentro de nós mesmos, algo que a vida externamente não nos trará. E é preciso muito amor próprio para aceitar que nesse momento não temos ação e que, ao mesmo tempo, não somos reféns de nada. Estamos apenas enfrentando um momento de introspecção, de autoconhecimento, sem pressa nos resultados. Percebi também que quando a vida começa a girar novamente, a pessoa dá um salto quântico. Assim, amigo, se esse é o seu momento... tenha um pouco mais de amor por você mesmo e muita paciência....

Silmara veio me procurar para uma sessão de Vidas Passadas, porque estava justamente procurando em outras vidas a culpa do seu sofrimento. Executiva, relativamente bem sucedida na vida profissional, sentia-se em completa desvantagem no lado afetivo, pois atraía apenas homens casados. Por convicção, não queria se relacionar com alguém comprometido justamente por achar que merecia um amor por inteiro. Disse com todas as palavras que não queria mais culpar os homens; chamá-los de canalhas não aliviava o seu sofrimento. Ela queria ter um companheiro e seguir com sua vida.

A sessão mostrou uma pessoa dura, aprisionada aos seus desejos. Mostrou uma vida em que ela fora casada com um nobre, seguindo compromissos familiares, e depois sofrera muito porque ele a trocava por outras mulheres sem nenhum respeito à sua pessoa. Rico e poderoso ele levava as amantes para casa, humilhando a esposa.
Naquela época, isso infelizmente era aceitável pela sociedade e quando ela quis voltar para a casa do pai, não suportando mais os abusos, seus familiares não aceitaram porque desta forma o acordo comercial seria rompido. Ela se sentiu completamente desamparada e, num ato de desespero, envenenou o marido e seus companheiros. Com isso, assumiu o karma com vários homens, alguns que, inclusive, já a haviam cortejado.
A explicação de tantos desentendimentos apareceu, mas o que fazer? Continuar na vibração da culpa? Ou teria uma outra possibilidade?
Quando perguntei a Silmara sobre seu pai, também levantamos a questão de uma relação familiar complicada, como é comum nesse tipo de história. Infelizmente, esse padrão de desafeto familiar costuma se perpetuar na vida das pessoas que foram criadas num lar conflituoso.
Sugeri como primeiro passo no tratamento de Silmara que ela perdoasse o pai e a si mesma num exercício libertador de meditação. Veja o link que coloco com a meditação que você poderá fazer em casa.

É preciso primeiro entrar em sintonia com o nosso ser interno e nos perdoar para depois receber os benefícios dessa abertura amorosa.

Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.

Fonte: site STUM

4 comentários:

ivandro 22 de março de 2009 12:06  

Venho retribuir seu comentario e dizer obrigado, achei os textos postados muito interessantes, sempre virei, aqui é isso que falta qualidade nós blogs e voçê esta de parabéns.

Valdemir Reis 22 de março de 2009 16:48  

Amiga Núcia tinha que voltar rapidinho para agradecer sua gentileza em visitar-me e seguir, obrigado! Mas quero mesmo e registrar que o seu trabalho é maravilhoso, muito rico e atrativo, parabéns, me sinto bem quando passo aqui, de coração desejo grande sucesso e muito brilho. Paz e proteção, fique com Deus.
Valdemir Reis

André Luís Leite 23 de março de 2009 07:55  

embora eu ja tenha feito regressão nao acredito em vidas passadas. caiu a ficha. - para muitas pessoas que ainda estão apegadas aos velhos habitos algumas mentiras fazem elas colocar a cabeça no lugar acreditando em fantasias. eu acredito na psicoterapia com muita medicaçao.
vida é uma só. jamais se esteve aqui e jamais se voltará...vida pós mortem - ninguém nunca voltou e o que existe é uma especie de charlatinismo positivo por parte de algumas pessoas.
abraços

Sissym 24 de março de 2009 13:00  

No texto onde diz: Percebi também que quando a vida começa a girar novamente, a pessoa dá um salto quântico. Assim, amigo, se esse é o seu momento... tenha um pouco mais de amor por você mesmo e muita paciência....

É fundamental! Adorei esta postagens, serve para dias atuais de fazer reflexão. Beijos

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