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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Simplificando a vida


Por natureza somos seres complexos, pois temos vários campos da vida e da personalidade para desenvolver e a sociedade nos cobra um desempenho excelente em todos eles; sendo que, geralmente, a necessidade de realização e satisfação pessoal antagonizam-se. Afinal, o ser humano é multifacetado: precisa realizar-se na vida pessoal como pai ou mãe, filho ou filha, marido ou esposa, amante, amigo ou amiga, e tem o lado profissional... Tudo isso em perfeita harmonia consigo mesmo!
Como podemos ter um relacionamento afetivo profundo e intenso e ao mesmo tempo alcançar plena realização material e/ou profissional?

O que as pessoas fazem geralmente é sacrificar, em maior ou menor grau, algumas facetas de suas necessidades, gerando aí aquela sensação flutuante ou intensa de frustração, produzindo então doenças psicossomáticas e/ou emocionais.

Generalizando, as pessoas correm de um lado para outro; relacionam-se com muitas outras pessoas; fazem várias coisas ao mesmo tempo; têm sonhos; lutam para realizar alguns deles, mas vivem num torpor de autômato, gerando um sentimento de frustração constante.
As pessoas se relacionam com o mundo exterior sob o prisma daquilo ao qual creditam valor. O grau de satisfação pessoal conseqüente é proporcional à percepção de tais valores se manifestando ou não em suas vidas.
Por isso, tudo que um indivíduo faz baseia-se em suas crenças e valores, sejam conscientes ou não. Quanto mais consciente, mais assertiva e feliz é a pessoa. Quanto menos consciente, mais equivocadas serão suas atitudes, gerando frustrações e decepções consigo mesmo e com a própria vida.

Para se alcançar a tão almejada felicidade devemos simplificar a vida ao máximo possível.
Para simplificar a vida, o primeiro passo - e base para tudo - é nos autoconhecer: saber quais são nossas reais necessidades e não aquelas ditadas pelas pessoas que conhecemos ou pela sociedade.
Só a partir do autoconhecimento podemos saber o que realmente é importante para nós e porquê; e só então teremos objetividade e foco. Desta forma podemos canalizar nossa energia sem sofrer nenhum tipo de stress, ansiedade ou angústia.
Stress, ansiedade e angústia são filhos do desconhecimento de si e de suas potencialidades individuais e da conseqüente dispersão de energia.
Quando eu sei quem sou e o que quero, apoio-me na minha força interior, tenho autoconfiança e entrego-me por inteiro - "de corpo e alma" - àquilo que estou fazendo naquele momento. Ajo sem hesitação e sem dúvidas, mas atento. O resultado é a excelência e a satisfação pessoal.
O segundo passo é: seja otimista. Acredite em você e que aquilo que você quer é importante e válido e, principalmente, possível. Otimismo gera bom humor, um largo sorriso nos lábios e fé na vida e no futuro.
Terceiro passo: dê tempo ao tempo. Toda fruta tem seu tempo para amadurecer. Toda semente tem tempo certo para germinar, brotar e desenvolver-se na planta a que está destinada a ser.
Nós, seres humanos, somos como uma semente e nosso destino é nos tornar indivíduos. Para isto, temos potenciais ilimitados a serem desenvolvidos.
Simplificar a vida é tornar-se autocentrado através do autoconhecimento e do otimismo para que possamos nos tornar o indivíduo que estamos destinados a ser.
Esses ingredientes - autoconhecimento, otimismo e tempo - devem ser aplicados no dia-a-dia, com atenção focada no momento e ao mesmo tempo dirigida para o futuro.
Devemos estabelecer metas a curto, médio e longo prazo. Meta é algo abstrato no momento em que se estabelece, mas deve ser uma realidade a ser alcançada e concretizada.
Para que se concretize uma meta é preciso trabalhá-la no dia-a-dia. Um exemplo óbvio é a meta de obter um diploma. Para conseguí-lo é necessário ir às aulas regularmente, fazer os trabalhos e as provas, ou seja, dedicar-se por um certo período - dia após dia - de forma focada e objetiva.
Quando se tem claro que é aquilo que se quer, há grande empenho e nada é empecilho para alcançá-lo. Não tem cansaço, falta de tempo ou qualquer outro impedimento.
Saber exatamente o que se quer faz parte do autoconhecimento e isto simplifica a vida, pois torna-nos mais objetivos e assertivos e não dispersamos energia.

Ter otimismo também faz parte do autoconhecimento, pois sei que posso e acredito em mim. Isto também simplifica a vida, pois torna-nos mais autoconfiantes e positivos.
E dar tempo ao tempo, sem nunca perder o foco de suas metas, também simplifica a vida, pois são nossos sonhos e projetos de vida que nos impulsionam para frente e para o futuro.
Simplificar a vida é, acima de tudo, viver no aqui e agora, atento ao momento presente e a si próprio e como se relaciona com a situação deste momento presente, porque o futuro o aguarda e será seu fruto. É libertar-se das preocupações dos problemas e trabalhar com o objetivo de resolvê-los a seu favor, focando na solução dos mesmos.

Simplificar a vida é gerar desenvolvimento da paz interior e do discernimento, através do autoconhecimento, para que possamos fazer as melhores escolhas no dia-a-dia em função da meta maior, que é tornar-nos indivíduos plenos e realizados.

Maria Aparecida Diniz Bressani é psicóloga e psicoterapeuta Junguiana,
especializada em atendimento individual de jovens e adultos,
em seu consultório em São Paulo.

Email: mariahbressani@yahoo.com.br

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