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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crise Econômica, Desemprego e Suicídio


por Núccia Gaigher*

Crise parece ser a palavra do momento, o que leva a pensar em suas consequências como o desemprego (quase inevitável...) e este gera comportamentos às vezes inesperados e trágicos como o suicídio...
Segundo a dra. Alexandrina** palavra suicídio deriva do latim e significa: sui = si mesmo e caedes = ação de matar, isto é, a morte de si mesmo.
Vários fatores desencadeiam o processo de desgaste biopsicossocial, que gera novos desgastes iniciando um comprometimento no comportamento "sadio" e então, uma vez instalada a depressão, e sem apoio especializado, muitos não dão conta do enfrentamento e se entregam nos braços da auto degradação.
Recentemente um site publicou que a crise econômica que vem enfrentando os Estados Unidos (e o resto do mundo...) contribui para a tendência ao suicídio, gerando uma enorme procura pelos centros de apoio preventivo ao suicídio.
"Segundo Mckeon, problemas econômicos que levam a sentimentos de desesperança ou desespero podem aumentar claramente o risco de suicídio."
A desesperança pinta uma realidade cruel, de cores frias, e o ser humano sente fortemente os impactos em seu corpo físico/mental/emocional, resultando numa desesperança maior, num desespero difícil de se mensurar aos que não estão neste estado íntimo, criando então, um "círculo vicioso", em que a situação enfrentada gera uma tristeza, que gera dificuldade de achar saída, que leva à desesperança, refletindo num comportamento mórbido, que leva ao desespero, ampliando a tristeza que novamente faz o caminho acima citado, com a diferença de que os impactos sobre o corpo físico/mental/emocional se intensificam quando não se quebra este processo, levando o indivíduo a buscar o suicídio como única forma de se ver "livre" de tantos dissabores.
O suicídio nunca é provocado por um motivo apenas, ao contrário, são vários motivos que de alguma forma se entrelaçam fortalecendo o desejo maior: livrar-se do objeto de desconforto (o problema).
É preciso estar atento aos sinais que indicam tendência ao comportamento suicida para que a pessoa seja incentivada a procurar ajuda enquanto há tempo.
No Brasil temos o CVV - Centro de Valorização da Vida, presente em 18 estados e conta com 2500 voluntários em 48 postos espalhados pelo país.


*Graduanda em Psicologia e responsável por esta página virtual.
**Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Doutora em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Supervisora de Médicos residentes em Psiquiatria do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP; Coordenadora da Enfermaria de pacientes psicóticos do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP.

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"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo." Clarice Lispector
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