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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nostalgia e depressão

Evocar momentos felizes pode agravar o distúrbio

 A nostalgia revelou-se, em vários estudos recentes, um recurso para levantar o ânimo. Por isso, é natural que se suponha que pessoas deprimidas também possam tirar proveito desse efeito. Porém, estudo da psicóloga Jutta Joorman, da Universidade de Miami em Coral Gables, na Flórida, demonstrou em 2007 que pacientes com depressão grave, diferentemente das pessoas saudáveis, não ficaram mais alegres – e até mesmo se tornaram mais tristes – ao se lembrar de momentos felizes do tempo de escola.
Pesquisadores da Universidade Cardiff , no País de Gales, desenvolveram recentemente um sistema para explicar essa descoberta: o modelo de congruência de humor em comparação temporal. Segundo ele, as pessoas depressivas notam pouca identificação entre características pessoais positivas do “eu” de suas lembranças e a percepção de si mesmas no presente. Essa discrepância é acompanhada do sentimento de que o “eu positivo” está em um passado infinitamente longínquo. E concluem: “Em comparação com a pessoa que eu era naquele tempo, hoje sou um fracassado”. Assim, pensamentos nostálgicos poderiam agravar o estado de pessoas com distúrbios depressivos.
Na opinião dos psicólogos Constantine Sedikides e Jochen Gebauer, entretanto, a nostalgia também poderia melhorar o estado de espírito de pessoas que sofrem de depressão. Eles ressaltam que a “saudade de antigamente” se diferencia de memórias felizes em três pontos essenciais:
1. Lembranças nostálgicas são mais multifacetadas e complexas do que as recordações positivas. Além disso, frequentemente incluem uma sequência de superação, o que poderia animar as pessoas. E se uma vez algo já terminou bem, isso pode acontecer de novo;
2. Memórias que despertam saudade são percebidas de forma especialmente nítida, afetiva e rica em detalhes. Revividas com frequência, em comparação com outras memórias, são mais vívidas, fazendo com que o episódio seja sentido como temporalmente muito próximo, o que o torna mais “real”;
3. Como a nostalgia forma uma espécie de ponte entre o passado e o presente, gera sentimento de autocontinuidade. Assim, a maioria dos participantes dos estudos de nostalgia de 2008 concordou com avaliações como: “tenho a sensação de que o ontem e o hoje se misturam”, ou “mantenho várias das minhas antigas características positivas”. Uma identificação tão intensa superaria em nossa percepção a distância temporal entre a lembrança e o momento atual, abrindo perspectivas para tirar a pessoa depressiva da apatia e imobilidade emocional.
Para comprovar as impressões de Sedikides e Gebauer, entretanto, são necessárias mais pesquisas.
 

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História dos antidepressivos

No decorrer dos séculos, médicos já receitaram ópio, anfetaminas e cocaína para tratar transtornos do humor
A lista das substâncias que deveriam vencer as depressões, mas sempre ajudavam apenas alguns afetados, é muito longa. No decorrer dos séculos, os médicos testaram quase tudo o que influenciava o cérebro de alguma forma. O ópio já era considerado na antiga China um meio eficaz contra doenças do ânimo. Nos tempos modernos, os médicos europeus sistematizaram o tratamento: o britânico Thomas Sydenham (1624-1689) o misturou com álcool, produzindo láudano (do latim laudare = louvar). O “tratamento com ópio” devia curar a angústia e a melancolia. Mais tarde, as pessoas desistiram da droga devido ao grande risco de vício.
Com o álcool ocorreu algo semelhante. Em 1802, um médico londrino recomendava um pesado Borgonha, um bom vinho branco ou mesmo brandy contra a melancolia. A Cannabis e a cocaína também eram comumente utilizadas no século 19 como medicamento. A melancólica escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941) usava o sonífero e calmante Veronal, um barbitúrico. Nos anos 50, entraram em voga as anfetaminas estimulantes. Em todas essas substâncias, o potencial viciante é extremamente alto.
Em 1953, causou sensação uma notícia que dizia que o medicamento utilizado para tuberculose, a iproniazida, também tinha efeito antidepressivo. Alguns anos mais tarde, porém, ele foi tirado do mercado, pois pode causar icterícia. Substâncias bastante semelhantes, denominadas inibidores MAO, até hoje fazem parte do arsenal terapêutico contra a depressão. Eles inibem uma oxidase (daí vem o “O”) – uma enzima que decompõe diversos mensageiros do cérebro do grupo da monoamina (daí o “MA”). Entre eles, encontram-se os transmissores serotonina, dopamina e noradrenalina.
Inibidores MAO fazem com que os neurotransmissores fiquem disponíveis por mais tempo nas sinapses das células nervosas. Infelizmente, eles também cruzam o caminho de outras oxidases, que, por exemplo, decompõem componentes nutricionais. As consequências podem ser dores de cabeça ou pressão sanguínea extremamente alta. Por isso, o consumo de queijo é tabu para pacientes tratados com inibidores MAO.
Ainda nos anos 50, a indústria farmacêutica suíça Geigy sintetizou uma série de substâncias semelhantes à clorpromazina, o primeiro medicamento contra esquizofrenia, e pediu a clínicos que as testassem. O médico Roland Kuhn experimentou a variante G22355 em 150 pacientes com diferentes doenças mentais. Por fim, ele obteve sucesso com depressivos em 1957.
A Geigy denominou a substância de imipramina e a ofereceu ainda no mesmo ano sob o nome comercial de trofanil. Esse foi o nascimento dos tricíclicos, que têm esse nome porque possuem três anéis de carbono. Eles representam, ao lado dos SSRIs, até hoje os antidepressivos mais importantes. Tricíclicos são eficazes, mas têm efeitos colaterais relevantes como obstipação e ressecamento das mucosas.
A mais nova geração de antidepressivos, os SSRIs, prometem principalmente menos efeitos colaterais. No entanto, segundo o farmacêutico Gerd Glaeske, ele apenas tem outros efeitos – por exemplo, problemas estomacais, falta de apetite ou perda da libido. Em 2008, um anúncio de que os SSRIs poderiam estimular o suicídio em crianças e jovens causou grande comoção. Desde então, há avisos a esse respeito nas embalagens dos remédios.

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É preciso aprender a lidar com o peso emocional

Por Dra. Gláucia

O ganho excessivo de peso é freqüentemente um sintoma de uma disfunção emocional subjacente. A depressão, o aborrecimento, a solidão, a raiva crônica, a ansiedade, a frustração, o estresse, os relacionamentos interpessoais insatisfatórios e a baixa auto-estima podem resultar em comer excessivo e, em sua conseqüência, ganho de peso não desejado. Leia Mais...

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sexta-feira, 15 de maio de 2009

TODOS OS DEPRESSIVOS SÃO BIPOLARES?

O título tem a função de chamar a atenção para uma distorção diagnóstica. Há alguns anos muitos casos de transtorno bipolar não eram diagnosticados. Ultimamente passou-se para o outro extremo: tudo é bipolar.

Isto implica no uso exagerado de certos medicamentos chamados de estabilizadores. Medicamentos de fundamental importância na boa evolução de uma paciente quando utilizados nas situações em que eles realmente são indicados. Continue lendo...

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Pesquisa sobre violência infantil e saúde mental dá origem à série de livros

Divulgação
Dois estudos sobre violência infantil e saúde mental realizados por Joviana Quintes Avanci, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro, resultaram em uma série de livros cujos primeiros três títulos acabam de ser lançados: Ansiedade em crianças - Um olhar sobre transtornos de ansiedade e violência na infância; Depressão em crianças - Uma reflexão sobre crescer em meio à violência; e Agressividade em crianças - Um olhar sobre comportamentos externalizantes e violências na infância. As obras são dirigidas a profissionais de saúde e educadores que lidam com esse público.

Outro fruto da pesquisa será um livro, a ser lançado este ano, com análises das ilustrações das crianças que participaram dos estudos. De acordo com Joviana, foram analisados o desenvolvimento cognitivo infantil, sua vulnerabilidade social, o meio em que ela vive, o fator pobreza, os sintomas de depressão, ansiedade, agressividade, entre outros. "A violência infantil está diretamente ligada à depressão e a comportamentos agressivos de crianças e adolescentes", afirma a autora.

Os dois estudos, intitulados A violência familiar produzindo reversos: problemas de comportamento em crianças escolares de São Gonçalo e Acompanhando crianças escolares vulneráveis socialmente – Uma investigação sobre o impacto de alguns determinantes sociais nos problemas de comportamento infantil, envolveram cerca de 500 alunos do segundo ano do ensino fundamental de 25 escolas públicas de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Na primeira fase foi feito um levantamento dos estudantes e entrevistas com seus responsáveis e professores. "Aplicamos questionários que abordavam comportamento das crianças em casa, em suas comunidades e na escola. Não queríamos ter apenas a percepção da mãe sobre o comportamento, mas também ouvir o profissional de educação que lida com elas diariamente", diz Joviana.

As crianças selecionadas participaram fazendo um desenho da sua família. "Foi a forma que encontramos de ouvi-la e ver como ela se sente, como enxerga sua inserção naquela família. Buscamos isso no desenho, na expressão lúdica", explica. Depois foram repetidos praticamente os mesmos questionários com as mães e professores dos alunos selecionados. A idéia do grupo era ver se algo tinha mudado e como estava o comportamento. A última etapa do trabalho envolveu mais questionários respondidos por pais e professores. Dessa vez, os alunos também foram entrevistados.

Segundo a pesquisadora, agora a equipe está na fase de consolidação dos resultados. "O que temos ainda são dados preliminares, mas podemos dizer que os sintomas de agressividade estão diretamente relacionados à convivência com a agressão dentro de casa com os pais, os irmãos e a comunidade". Em relação à depressão, a violência aparece como fator desencadeador de sintomas, principalmente no que se refere a violência psicológica, rejeições e depreciações das crianças", alerta Joviana. (Com informações da Agência Fiocruz de Notícias)

Fonte: Viver Mente e Cérebro

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Depressão: Preguiça ou Desânimo?


por Chafic Jbeili

Quem não vivenciou uma série de resultados negativos, projetos fracassados, escassez de dinheiro, conflitos interpessoais, falta de incentivo ou de reconhecimento? Esses são alguns elementos que nos fazem esquecer o sentido de nossa existência causando-nos desânimo.

Saber as diferenças básicas entre os males psíquicos é de grande valia para quem quer se cuidar com responsabilidade e eficiência, pois nem toda inércia é preguiça e nem toda tristeza é depressão. Vejamos:

A Depressão é uma doença tratável. Compõe-se basicamente de distúrbio psíquico ocasionado por conflitos internos e alteração química no cérebro. Ela pode ser identificada em três níveis: Leve, Moderada e Grave de acordo com uma série de sintomas específicos. Deve ser tratada pelo médico psiquiatra através de psicofármacos e apoio psicológico através de terapia com psicólogo ou psicanalista.

A Preguiça é a aversão temporária, motivada ou irracional, a um determinado tipo de tarefa. Pode também ser uma defesa do organismo debilitado.

A Desmotivação não existe de forma genérica pois, se a motivação é ocasionada pelo conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo, logo pode-se ter vários motivos para não querer ou precisar fazer nada. A pessoa estará motivada a inércia. O termo “desmotivado” só deve ser usado em relação a alguma coisa. Por exemplo: “Paulo está desmotivado com os estudos” ou “Ana está desmotivada com o namorado”, mas nunca “Rita está tão desmotivada ultimamente”.

Estar motivado é ter razões para agir, e agir. Estar animado é muito mais do que ter força, coragem, motivos ou razões para agir, é em essência ter em foco o significado da ação que se pretende realizar. Quantas pessoas têm motivos e razões para “agüentar” a instabilidade de humor do chefe ou a mornidão profissional, simplesmente porque têm suas contas para pagar ou têm que “honrar” um compromisso e “mostrar” que dão conta do recado? Já o animado, na essência da palavra - que quer dizer sopro de vida - transcende a razão, retro-alimentando a motivação com doses elementares de ideais próprios e que traduzem um estilo particular de viver, permeados de crenças e valores pessoais. É o ânimo que gera a persistência prolongada a despeito dos obstáculos.

Ao desanimado é comum adiar projetos, recusar desafios e evitar assumir riscos. A apatia e irascibilidade são explícitas nas pessoas portadoras de desânimo. E quem acolhe esse mal, tem dificuldade até de acreditar em elogios ou mesmo entender uma piada. Em geral o desanimado está sempre pensando que nada saiu ou sairá como planejado, ou ainda, que não há mais nada a fazer. O interessante é que o desânimo não vem só pela escassez, mas também pela abastança, quando os objetivos são alcançados e não se tem um pós-projeto para o sucesso. Quase todo mundo deseja o sucesso, mas poucos preparam um projeto para usufruí-lo. Neste caso é comum a pessoa sentir um “vazio interior” mesmo com muito dinheiro, fama e poder.

Alguns dos principais fatores que deflagram ou alimentam o desânimo são:


• Falta crônica de dinheiro

Vivemos em um mundo capitalista e consumista onde o dinheiro é o combustível que põe em movimento todo o sistema. Se por um lado o dinheiro representa realizações, poder e posses, por outro, sua falta simboliza um ultimato à sobrevivência.

• Constância de resultados insatisfatórios, nulos ou negativos

Esta é uma questão de perspectiva, expectativa e sobretudo inteligência. É uma questão de perspectiva porque nem tudo é tão bom como parece nem tão ruim como se costuma pensar. É uma questão de expectativa porque não se deve agir esperando a satisfação plena de todos, pois segundo o filósofo grego Epicuro, “nada nunca será o bastante para quem acha pouco aquilo que é suficiente”. E é sobretudo uma questão de inteligência, porque envolve capacidade de adaptação e potencial de criatividade.

• Avaliação simplória de desempenho e resultados

É a avaliação ingênua, sem base substancial e por isso infundada. A pessoa “mina” o seu próprio caminho e assim estabelece um resultado prévio, geralmente negativo, para justificar sua máxima: “Não sou bom o bastante”.


• Falta de retorno (feedback) de seu trabalho

As situações onde o elogio e o reconhecimento são poucos praticados ou erroneamente confundidos como instrumento de manutenção do orgulho – e por isso evitado a rigor, também esvaem o sentido de qualquer ação interferindo de maneira drástica na história profissional e pessoal, “respingando” em outras importantes áreas da vida.


• Falta de apoio e incentivo

Esses elementos materializam o sentimento de pertencer reforçando o “espírito de corpo”, além de amenizar o sentimento de solidão, restauram as esperanças.


• Conflitos interpessoais

As relações onde as pessoas estão mais atentas aos erros e alheias aos acertos geralmente são mais instáveis e, por isso, mais vulneráveis ao desalento.


• Esgotamento físico e emocional

Ultrapassar os limites subjetivos do corpo e da mente, certamente sobrecarregará nossos órgãos e sentidos promovendo uma distorção da percepção real que temos dos acontecimentos. Como já dizia o cantor Renato Russo, “muitos dos nossos medos nascem do cansaço e da solidão”. Consideremos estes três elementos: cansaço, solidão e medo como adubos potenciais para o desânimo.


• Descuido pessoal

Há também que se orquestrar com muito tato e bom senso as três áreas da vida: a biofisiológica, a psicossocial e a espiritual. Uma não existe sem a outra. Não há nenhuma mais fraca nem mais forte. Uma dá sentido à outra, e as três juntas, harmoniosamente, provêm o bem-estar necessário para a busca do sentido da vida que alimenta e sustêm o ânimo.


Conhecer o inimigo é básico para vencê-lo! Portanto, mãos à obra e esmere-se em desenvolver pensamentos e atitudes mais adequados, e que certamente ajudarão bastante no embate contra esse mal. Toda via é preciso reconhecer que cada atividade traz em si a oportunidade da experiência e a possibilidade do sucesso. O grande problema é valorizar mais o sucesso do que a experiência. Experiências são cumulativas e tornam-se “bagagem de vida”, já o sucesso, embora saboroso é totalmente efêmero. O sucesso não deve ser mero objetivo de vida mas, o resultado de um trabalho que tenha significado íntimo, e se possível, prazeroso, produtivo e rentável.

(extraído e adaptado do livro “Superando o desânimo – antes que ele supere você”)


Fonte: Chafic Jbeili

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crise Econômica, Desemprego e Suicídio


por Núccia Gaigher*

Crise parece ser a palavra do momento, o que leva a pensar em suas consequências como o desemprego (quase inevitável...) e este gera comportamentos às vezes inesperados e trágicos como o suicídio...
Segundo a dra. Alexandrina** palavra suicídio deriva do latim e significa: sui = si mesmo e caedes = ação de matar, isto é, a morte de si mesmo.
Vários fatores desencadeiam o processo de desgaste biopsicossocial, que gera novos desgastes iniciando um comprometimento no comportamento "sadio" e então, uma vez instalada a depressão, e sem apoio especializado, muitos não dão conta do enfrentamento e se entregam nos braços da auto degradação.
Recentemente um site publicou que a crise econômica que vem enfrentando os Estados Unidos (e o resto do mundo...) contribui para a tendência ao suicídio, gerando uma enorme procura pelos centros de apoio preventivo ao suicídio.
"Segundo Mckeon, problemas econômicos que levam a sentimentos de desesperança ou desespero podem aumentar claramente o risco de suicídio."
A desesperança pinta uma realidade cruel, de cores frias, e o ser humano sente fortemente os impactos em seu corpo físico/mental/emocional, resultando numa desesperança maior, num desespero difícil de se mensurar aos que não estão neste estado íntimo, criando então, um "círculo vicioso", em que a situação enfrentada gera uma tristeza, que gera dificuldade de achar saída, que leva à desesperança, refletindo num comportamento mórbido, que leva ao desespero, ampliando a tristeza que novamente faz o caminho acima citado, com a diferença de que os impactos sobre o corpo físico/mental/emocional se intensificam quando não se quebra este processo, levando o indivíduo a buscar o suicídio como única forma de se ver "livre" de tantos dissabores.
O suicídio nunca é provocado por um motivo apenas, ao contrário, são vários motivos que de alguma forma se entrelaçam fortalecendo o desejo maior: livrar-se do objeto de desconforto (o problema).
É preciso estar atento aos sinais que indicam tendência ao comportamento suicida para que a pessoa seja incentivada a procurar ajuda enquanto há tempo.
No Brasil temos o CVV - Centro de Valorização da Vida, presente em 18 estados e conta com 2500 voluntários em 48 postos espalhados pelo país.


*Graduanda em Psicologia e responsável por esta página virtual.
**Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro

Doutora em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Supervisora de Médicos residentes em Psiquiatria do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP; Coordenadora da Enfermaria de pacientes psicóticos do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Depressão pós-férias

Quem nunca passou por uma fase de estresse na vida? E quem já sentiu os sintomas da tal de depressão pós-férias? Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-Br), associação internacional que estuda métodos de prevenir e tratar o estresse, 35% dos trabalhadores apresentam problema quando retornam do merecido descanso, principalmente os insatisfeitos com o emprego.

por Luciana Campaner
Desânimo, insônia, dores de cabeça e cansaço profundo aparecem logo nos primeiros dias de trabalho e podem sumir, para alguns, depois de uma semana. Outro dado interessante, segundo pesquisa realizada pelo Laboratório de Estudos Psicofisiológicos do Stress da PUC-Campinas e Centro Psicológico de Controle do Stress, mostra que a incidência do estresse, independentemente do período, no país, é de 32% na população adulta, sendo as mulheres as mais atingidas.
Atualmente, as mulheres estão ocupando mais cargos de chefia e ainda têm a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos, o que contribui para desencadear o processo de estresse.
A doença é a resposta do organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou ameaçadoras. Para se adaptar à nova situação, o corpo desencadeia reações que ativam a produção de hormônios, entre eles a adrenalina e o cortisol. Isso deixa o indivíduo em "estado de alerta" e em condições de reagir.
O biofeedback, considerado também um tratamento emergencial, faz com que o paciente aprenda, de forma rápida, a fazer a auto-regulação de seu corpo, provocando mudanças fisiológicas objetivas e reais.
Resumidamente, podemos dizer que o termo biofeedback corresponde às técnicas de tratamento, nas quais as pessoas são treinadas a melhorar sua capacidade de auto-regulação, utilizando os sinais do próprio corpo e alterando padrões fisiológicos como batimento cardíaco, pressão arterial, resposta galvânica e contratura muscular.
O biofeedback, considerado o tratamento do século XXI, vem sendo utilizado com sucesso no tratamento das patologias mais comuns da modernidade, como estresse, ansiedade, depressão pós-férias, dores de cabeça, distúrbio do sono, crise do pânico e déficit de atenção, entre outras. Além disso, hábitos saudáveis e pequenos momentos de relaxamento contribuem para evitar não só a depressão, como também outros níveis de estresse, comuns nos dias de hoje.


Fonte: Gazeta de Ribeirão/ On-line

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sexta-feira, 18 de julho de 2008

Reportagem sobre Depressão

16 de julho de 2008

Medicamento veterinário para combater a depressão


A quetamina, um antigo anestésico de uso veterinário, é considerada uma das grandes promessas no tratamento da depressão, embora seu mecanismo de ação no cérebro ainda seja mal compreendido. Um estudo recém-publicado nos Archives of General Psychiatry fornece novas evidências nessa área.

Usando imagens de ressonância magnética, pesquisadores da Universidade de Manchester, Reino Unido, observaram que a droga desativa neurônios do córtex orbitofrontal (na região acima dos olhos), associado a reações somáticas como taquicardia e desconforto estomacal e a sentimentos negativos como culpa e baixa auto-estima.

Embora satisfeitos com o resultado, os cientistas declararam estar surpresos, porque esperavam que a quetamina atuasse predominantemente nas áreas laterais do cérebro, onde a atividade do medicamento foi mínima. O trabalho confirmou evidências anteriores, segundo as quais a quetamina inibe a liberação do neurotransmissor glutamato. Essa, aliás, é a grande diferença do fármaco em relação a outros antidepressivos, que atuam basicamente nos receptores de serotonina. O entusiasmo dos pesquisadores se deve principalmente à ação rápida da droga, que tem início em até 24 horas após a administração. Os tratamentos convencionais podem levar semanas para surtir efeito.

Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro //Julho-2008

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