quarta-feira, 23 de novembro de 2011
História dos antidepressivos
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
É preciso aprender a lidar com o peso emocional
sexta-feira, 15 de maio de 2009
TODOS OS DEPRESSIVOS SÃO BIPOLARES?
O título tem a função de chamar a atenção para uma distorção diagnóstica. Há alguns anos muitos casos de transtorno bipolar não eram diagnosticados. Ultimamente passou-se para o outro extremo: tudo é bipolar.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Pesquisa sobre violência infantil e saúde mental dá origem à série de livros
| Divulgação | |
Outro fruto da pesquisa será um livro, a ser lançado este ano, com análises das ilustrações das crianças que participaram dos estudos. De acordo com Joviana, foram analisados o desenvolvimento cognitivo infantil, sua vulnerabilidade social, o meio em que ela vive, o fator pobreza, os sintomas de depressão, ansiedade, agressividade, entre outros. "A violência infantil está diretamente ligada à depressão e a comportamentos agressivos de crianças e adolescentes", afirma a autora.
Os dois estudos, intitulados A violência familiar produzindo reversos: problemas de comportamento em crianças escolares de São Gonçalo e Acompanhando crianças escolares vulneráveis socialmente – Uma investigação sobre o impacto de alguns determinantes sociais nos problemas de comportamento infantil, envolveram cerca de 500 alunos do segundo ano do ensino fundamental de 25 escolas públicas de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Na primeira fase foi feito um levantamento dos estudantes e entrevistas com seus responsáveis e professores. "Aplicamos questionários que abordavam comportamento das crianças em casa, em suas comunidades e na escola. Não queríamos ter apenas a percepção da mãe sobre o comportamento, mas também ouvir o profissional de educação que lida com elas diariamente", diz Joviana.
As crianças selecionadas participaram fazendo um desenho da sua família. "Foi a forma que encontramos de ouvi-la e ver como ela se sente, como enxerga sua inserção naquela família. Buscamos isso no desenho, na expressão lúdica", explica. Depois foram repetidos praticamente os mesmos questionários com as mães e professores dos alunos selecionados. A idéia do grupo era ver se algo tinha mudado e como estava o comportamento. A última etapa do trabalho envolveu mais questionários respondidos por pais e professores. Dessa vez, os alunos também foram entrevistados.
Segundo a pesquisadora, agora a equipe está na fase de consolidação dos resultados. "O que temos ainda são dados preliminares, mas podemos dizer que os sintomas de agressividade estão diretamente relacionados à convivência com a agressão dentro de casa com os pais, os irmãos e a comunidade". Em relação à depressão, a violência aparece como fator desencadeador de sintomas, principalmente no que se refere a violência psicológica, rejeições e depreciações das crianças", alerta Joviana. (Com informações da Agência Fiocruz de Notícias)
Fonte: Viver Mente e Cérebro
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Depressão: Preguiça ou Desânimo?
Saber as diferenças básicas entre os males psíquicos é de grande valia para quem quer se cuidar com responsabilidade e eficiência, pois nem toda inércia é preguiça e nem toda tristeza é depressão. Vejamos:
A Depressão é uma doença tratável. Compõe-se basicamente de distúrbio psíquico ocasionado por conflitos internos e alteração química no cérebro. Ela pode ser identificada em três níveis: Leve, Moderada e Grave de acordo com uma série de sintomas específicos. Deve ser tratada pelo médico psiquiatra através de psicofármacos e apoio psicológico através de terapia com psicólogo ou psicanalista.
A Preguiça é a aversão temporária, motivada ou irracional, a um determinado tipo de tarefa. Pode também ser uma defesa do organismo debilitado.
A Desmotivação não existe de forma genérica pois, se a motivação é ocasionada pelo conjunto de fatores psicológicos (conscientes ou inconscientes) de ordem fisiológica, intelectual ou afetiva, os quais agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo, logo pode-se ter vários motivos para não querer ou precisar fazer nada. A pessoa estará motivada a inércia. O termo “desmotivado” só deve ser usado em relação a alguma coisa. Por exemplo: “Paulo está desmotivado com os estudos” ou “Ana está desmotivada com o namorado”, mas nunca “Rita está tão desmotivada ultimamente”.
Estar motivado é ter razões para agir, e agir. Estar animado é muito mais do que ter força, coragem, motivos ou razões para agir, é em essência ter em foco o significado da ação que se pretende realizar. Quantas pessoas têm motivos e razões para “agüentar” a instabilidade de humor do chefe ou a mornidão profissional, simplesmente porque têm suas contas para pagar ou têm que “honrar” um compromisso e “mostrar” que dão conta do recado? Já o animado, na essência da palavra - que quer dizer sopro de vida - transcende a razão, retro-alimentando a motivação com doses elementares de ideais próprios e que traduzem um estilo particular de viver, permeados de crenças e valores pessoais. É o ânimo que gera a persistência prolongada a despeito dos obstáculos.
Ao desanimado é comum adiar projetos, recusar desafios e evitar assumir riscos. A apatia e irascibilidade são explícitas nas pessoas portadoras de desânimo. E quem acolhe esse mal, tem dificuldade até de acreditar em elogios ou mesmo entender uma piada. Em geral o desanimado está sempre pensando que nada saiu ou sairá como planejado, ou ainda, que não há mais nada a fazer. O interessante é que o desânimo não vem só pela escassez, mas também pela abastança, quando os objetivos são alcançados e não se tem um pós-projeto para o sucesso. Quase todo mundo deseja o sucesso, mas poucos preparam um projeto para usufruí-lo. Neste caso é comum a pessoa sentir um “vazio interior” mesmo com muito dinheiro, fama e poder.
Alguns dos principais fatores que deflagram ou alimentam o desânimo são:
• Falta crônica de dinheiro
Vivemos em um mundo capitalista e consumista onde o dinheiro é o combustível que põe em movimento todo o sistema. Se por um lado o dinheiro representa realizações, poder e posses, por outro, sua falta simboliza um ultimato à sobrevivência.
• Constância de resultados insatisfatórios, nulos ou negativos
Esta é uma questão de perspectiva, expectativa e sobretudo inteligência. É uma questão de perspectiva porque nem tudo é tão bom como parece nem tão ruim como se costuma pensar. É uma questão de expectativa porque não se deve agir esperando a satisfação plena de todos, pois segundo o filósofo grego Epicuro, “nada nunca será o bastante para quem acha pouco aquilo que é suficiente”. E é sobretudo uma questão de inteligência, porque envolve capacidade de adaptação e potencial de criatividade.
• Avaliação simplória de desempenho e resultados
É a avaliação ingênua, sem base substancial e por isso infundada. A pessoa “mina” o seu próprio caminho e assim estabelece um resultado prévio, geralmente negativo, para justificar sua máxima: “Não sou bom o bastante”.
• Falta de retorno (feedback) de seu trabalho
As situações onde o elogio e o reconhecimento são poucos praticados ou erroneamente confundidos como instrumento de manutenção do orgulho – e por isso evitado a rigor, também esvaem o sentido de qualquer ação interferindo de maneira drástica na história profissional e pessoal, “respingando” em outras importantes áreas da vida.
• Falta de apoio e incentivo
Esses elementos materializam o sentimento de pertencer reforçando o “espírito de corpo”, além de amenizar o sentimento de solidão, restauram as esperanças.
• Conflitos interpessoais
As relações onde as pessoas estão mais atentas aos erros e alheias aos acertos geralmente são mais instáveis e, por isso, mais vulneráveis ao desalento.
• Esgotamento físico e emocional
Ultrapassar os limites subjetivos do corpo e da mente, certamente sobrecarregará nossos órgãos e sentidos promovendo uma distorção da percepção real que temos dos acontecimentos. Como já dizia o cantor Renato Russo, “muitos dos nossos medos nascem do cansaço e da solidão”. Consideremos estes três elementos: cansaço, solidão e medo como adubos potenciais para o desânimo.
• Descuido pessoal
Há também que se orquestrar com muito tato e bom senso as três áreas da vida: a biofisiológica, a psicossocial e a espiritual. Uma não existe sem a outra. Não há nenhuma mais fraca nem mais forte. Uma dá sentido à outra, e as três juntas, harmoniosamente, provêm o bem-estar necessário para a busca do sentido da vida que alimenta e sustêm o ânimo.
Conhecer o inimigo é básico para vencê-lo! Portanto, mãos à obra e esmere-se em desenvolver pensamentos e atitudes mais adequados, e que certamente ajudarão bastante no embate contra esse mal. Toda via é preciso reconhecer que cada atividade traz em si a oportunidade da experiência e a possibilidade do sucesso. O grande problema é valorizar mais o sucesso do que a experiência. Experiências são cumulativas e tornam-se “bagagem de vida”, já o sucesso, embora saboroso é totalmente efêmero. O sucesso não deve ser mero objetivo de vida mas, o resultado de um trabalho que tenha significado íntimo, e se possível, prazeroso, produtivo e rentável.
(extraído e adaptado do livro “Superando o desânimo – antes que ele supere você”)
Fonte: Chafic Jbeili
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Crise Econômica, Desemprego e Suicídio
Segundo a dra. Alexandrina** palavra suicídio deriva do latim e significa: sui = si mesmo e caedes = ação de matar, isto é, a morte de si mesmo.
Vários fatores desencadeiam o processo de desgaste biopsicossocial, que gera novos desgastes iniciando um comprometimento no comportamento "sadio" e então, uma vez instalada a depressão, e sem apoio especializado, muitos não dão conta do enfrentamento e se entregam nos braços da auto degradação.
Recentemente um site publicou que a crise econômica que vem enfrentando os Estados Unidos (e o resto do mundo...) contribui para a tendência ao suicídio, gerando uma enorme procura pelos centros de apoio preventivo ao suicídio.
"Segundo Mckeon, problemas econômicos que levam a sentimentos de desesperança ou desespero podem aumentar claramente o risco de suicídio."
A desesperança pinta uma realidade cruel, de cores frias, e o ser humano sente fortemente os impactos em seu corpo físico/mental/emocional, resultando numa desesperança maior, num desespero difícil de se mensurar aos que não estão neste estado íntimo, criando então, um "círculo vicioso", em que a situação enfrentada gera uma tristeza, que gera dificuldade de achar saída, que leva à desesperança, refletindo num comportamento mórbido, que leva ao desespero, ampliando a tristeza que novamente faz o caminho acima citado, com a diferença de que os impactos sobre o corpo físico/mental/emocional se intensificam quando não se quebra este processo, levando o indivíduo a buscar o suicídio como única forma de se ver "livre" de tantos dissabores.
O suicídio nunca é provocado por um motivo apenas, ao contrário, são vários motivos que de alguma forma se entrelaçam fortalecendo o desejo maior: livrar-se do objeto de desconforto (o problema).
É preciso estar atento aos sinais que indicam tendência ao comportamento suicida para que a pessoa seja incentivada a procurar ajuda enquanto há tempo.
No Brasil temos o CVV - Centro de Valorização da Vida, presente em 18 estados e conta com 2500 voluntários em 48 postos espalhados pelo país.
*Graduanda em Psicologia e responsável por esta página virtual.
**Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro
Doutora em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Supervisora de Médicos residentes em Psiquiatria do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP; Coordenadora da Enfermaria de pacientes psicóticos do Instituto de Psiquiatria HC-FMUSP.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Depressão pós-férias
Quem nunca passou por uma fase de estresse na vida? E quem já sentiu os sintomas da tal de depressão pós-férias? Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-Br), associação internacional que estuda métodos de prevenir e tratar o estresse, 35% dos trabalhadores apresentam problema quando retornam do merecido descanso, principalmente os insatisfeitos com o emprego.

sexta-feira, 18 de julho de 2008
Reportagem sobre Depressão

A quetamina, um antigo anestésico de uso veterinário, é considerada uma das grandes promessas no tratamento da depressão, embora seu mecanismo de ação no cérebro ainda seja mal compreendido. Um estudo recém-publicado nos Archives of General Psychiatry fornece novas evidências nessa área.





