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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Timidez ou Fobia Social?

12% dos adolescentes tímidos podem ter na verdade fobia social

Fobia social, um medo persistente de situações que possam envolver exame e julgamento, é um diagnóstico um tanto quanto controverso em crianças e adolescentes. Alguns pesquisadores argumentam que esse diagnóstico transforma timidez normal em uma condição médica. Mas um novo estudo indica que Continue lendo...


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É preciso aprender a lidar com o peso emocional

Por Dra. Gláucia

O ganho excessivo de peso é freqüentemente um sintoma de uma disfunção emocional subjacente. A depressão, o aborrecimento, a solidão, a raiva crônica, a ansiedade, a frustração, o estresse, os relacionamentos interpessoais insatisfatórios e a baixa auto-estima podem resultar em comer excessivo e, em sua conseqüência, ganho de peso não desejado. Leia Mais...

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

A Neurociência da Esquizofrenia

Para os cientistas, um dos maiores desafios foi buscar um entendimento de como as alterações cerebrais se processam com o amadurecimento do cérebro desde o nascimento até o aparecimento da esquizofrenia

Por Rodrigo A. Bressan

Desde o período da gestação até a vida adulta, o cérebro está em constante desenvolvimento. Ao longo dos anos, ele se transforma e passa por várias mudanças chamadas de neurodesenvolvimento. No processo de amadurecimento, o cérebro vai tomando forma e varia de pessoa para pessoa devido a fatores genéticos e ambientais. Várias coisas podem induzir às alterações no neurodesenvolvimento, determinando mudanças no funcionamento dos neurônios e na forma como se conectam. Este processo é tecnicamente chamado de "arborização neuronal". Estudos recentes mostram que pequenos problemas durante a fase de gestação e parto podem tornar as pessoas mais vulneráveis a desenvolver a esquizofrenia no futuro. Estas alterações levam a mudanças estruturais no cérebro e ao aumento da liberação de dopamina.


COMO APARECE


Em função desse neurodesenvolvimento diferenciado, as pessoas se tornam mais vulneráveis aos efeitos desorganizadores de fatores tais como o abuso de drogas, eventos traumáticos e situações muito estressantes que podem desencadear o início da esquizofrenia. O estresse e as substâncias como a maconha e a cocaína também aumentam a liberação de dopamina. Em indivíduos que não são vulneráveis, essas substâncias não causam grandes problemas. Já em pessoas com alterações do neurodesenvolvimento e predisposição genética, podem desencadear um quadro agudo de esquizofrenia.

Depois que a doença aparece, a ocorrência de novas crises e o tempo decorrido sem tratamento determinam a progressão dessas alterações na estrutura cerebral e em seu funcionamento, que decorrem os chamados processos neurodegenerativos.

EM BUSCA DE RESPOSTAS

A esquizofrenia é a doença mental mais estudada no mundo. Até pouco tempo não se sabia o porquê do aparecimento dos delírios durante as crises. No final do século XIX, achava-se que haveria processos degenerativos importantes no cérebro dos portadores de esquizofrenia. No entanto, os estudos post-mortem não identificaram alterações cerebrais que fossem características da doença. Somente na década de 1970, os estudos de neuroimagem pela tomografia computadorizada e depois da ressonância magnética começaram a mostrar alterações sutis da anatomia cerebral.

O avanço veio na década de 1990, com os estudos que avaliavam o funcionamento cerebral por meio da ressonância magnética (RM) funcional e transmissão química cerebral pela neuroimagem molecular, com a tomografia por PET e a tomografia computadorizada por SPECT.

O QUE ACONTECE NO CÉREBRO

Os cientistas se perguntavam como ocorre a alucinação auditiva. Por meio da RM funcional foi possível observar que acontece ativação de áreas cerebrais ligadas à audição e à linguagem, tais como córtex pré-frontal, córtex temporal e regiões límbicas. Assim, apesar de as vozes não serem reais para as pessoas ao redor, elas existem para o portador de esquizofrenia, pois são geradas pelo cérebro. É por isso que os portadores de esquizofrenia percebem as vozes como estímulos reais

A transmissão de informação entre as células do cérebro acontece por meio de substâncias químicas, chamadas neurotransmissores. Assim, as cores que vemos, os sons, o paladar, os odores, o tato, bem como o que pensamos e sentimos são informações transmitidas por substâncias químicas dentro do cérebro.

Com o surgimento de técnicas especiais de neuroimagem pode-se investigar os neurotransmissores em exames mais sofisticados como tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada por emissão de fótons únicos (SPECT).

As pesquisas mostraram que os portadores de esquizofrenia apresentam um aumento da dopamina cerebral quando aparecem os sintomas, como os delírios, por exemplo, quando comparados a voluntários sadios.

A dopamina é um neurotransmissor que tem a função de determinar a importância que damos às coisas que percebemos e pensamos, processo chamado de "saliência". Portanto, o aumento da função da dopamina em determinadas regiões do cérebro leva a uma atribuição de importância (saliência) exagerada às ideias.

OS MEDICAMENTOS ANTIPSICÓTICOS DIMINUEM A AÇÃO DA DOPAMINA E REDUZEM A INTENSIDADE DOS SINTOMAS

MEDICAMENTOS

A partir da medicação há mudanças químicas no cérebro que equilibram os neurotransmissores, o que permite que o portador comece a perceber que as vozes não são externas, mas produzidas "dentro de sua cabeça". Ao diminuir a importância das vozes, é possível para o portador se concentrar em outras coisas mais relevantes para a sua vida e construir com os profissionais que o atendem um projeto terapêutico que leve em consideração todos os aspectos significativos para sua recuperação.

Os medicamentos antipsicóticos diminuem a ação aumentada da dopamina e, desta forma, reduzem a intensidade dos sintomas. Ou seja, com a medicação, as impressões e certezas ficam menos absolutas e mais relativas. Depois que os portadores tomam os remédios, a importância das ideias delirantes diminui progressivamente. Com o tempo, outros fatos importantes da vida, tais como estudar, namorar e conviver com os amigos passam a ser mais relevantes, enquanto o delírio perde o foco.


REFERÊNCIAS

BRESSAN RA, ELKIS H. Esquizofrenia Refratária. São Paulo: Segmento Farma, 2007.
MALTA SM, ATTUX C, BRESSAN RA. Esquizofrenia - integração clínico-tera­pêutica. São Paulo: Ateneu, 2006
BRESSAN RA, BIGLIANI V, PILOWSKY LS. "Neuroimaging of D2 dopamine receptors in schizophrenia". In: Atualização em Psiquiatria II. Ed: BRESSAN RA, MARI JJ, MERCADANTE M, ROHDE LA, MIGUEL ECMF. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.
ARARIPE Neto AG, BRESSAN RA, BUSATTO G. "Fisiopatologia da esquizo­frenia: aspectos atuais". Rev Psiquiatria Clínica 34(2): 198-203, 2007
BRESSAN RA, SHIH MC, HOEXTER MQ, LACERDA AL. "Can molecular imaging techniques identify biomarkers for neuropsychiatric disorders?" Rev Bras Psiquiatria 29(2):102-4, 2007.
JASPERS, K. General psychopathology


Fonte: Revista psiqué - Portal Ciência & Vida

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mentes Cegas

por Bruce M. Hood

Desde a infância somos capazes de perceber o que os outros sentem e pensam; autistas, porém, não dispõem desse recurso que permite a comunicação em nível mais sutil

Na cena final do filme Casablanca, quando Humphrey Bogart finalmente pede a Ingrid Bergman que entre no avião que a levará de volta ao seu marido, a jovem mãe que assiste à sessão da tarde pela TV deixa cair uma lágrima. Instintivamente, o filho de 2 anos tenta confortá-la, oferecendo-lhe seu ursinho de pelúcia. Neste momento, os dois (cada um a seu modo) mostram a consciência intuitiva do estado mental e emocional de outra pessoa.
Esse tipo de intuição surge naturalmente para a maioria de nós – mas não para todos. Pessoas com autismo não dispõem desse recurso. O transtorno do desenvolvimento afeta uma pessoa em cada 500 (essa cifra varia, dependendo de como definimos o distúrbio). Atualmente, tem sido adotado o termo “transtornos do espectro do autismo” para ressaltar que a patologia varia amplamente em grau de seriedade, mas mantém em comum três sintomas: profunda ausência de habilidades sociais, baixa capacidade de comunicação e comportamentos repetitivos. Independentemente da gravidade da manifestação, na base dessas características estão os problemas de intuição social.

Autistas têm dificuldade em se aproximar de outras pessoas porque não construíram um repertório de habilidades de desenvolvimento que permite que os humanos se tornem “especialistas em ler a mente alheia”. Não falamos aqui da habilidade especial de descobrir pensamentos como fazia o sr. Spock, personagem da série Jornada nas estrelas, mas da capacidade de inferir o que os outros estão pensando e sentindo em diferentes circunstâncias. No início da infância, as crianças saudáveis desenvolvem, gradativamente, uma compreensão cada vez mais sofisticada de que os outros apresentam estados mentais que motivam seu comportamento. Por exemplo, você será capaz de notar que seu interlocutor está nervoso e agitado, mesmo que ele não lhe diga isso em momento algum da conversa. Ou, se você esquece sua bolsa no escritório, posso perceber que você acredita que ela estará lá mesmo que a faxineira a tenha colocado no depósito de achados e perdidos. Eu posso entender que você mantém uma falsa crença, talvez para se defender de uma frustração. Essa possibilidade natural, da qual desfrutamos desde criança, é uma “teoria da mente”. Formulamos várias delas, muitas vezes por dia, sem sequer nos darmos conta de quantas. É por volta dos 3 anos que começamos a perceber que as outras pessoas têm objetivos, preferências, desejos, crenças e até fazem juízos falsos. Sem essa gama de habilidades sociais a mente torna-se “cega” – incapaz de entender o que os outros estão pensando e por que fazem certas coisas. Isso não quer dizer que não nos surpreendamos, mas de forma geral temos – alguns mais, outros menos, é verdade – condições de compreender o outro e suas razões.

EXPERIÊNCIA ASSUSTADORA
As crianças aprendem aos poucos a ler mentes e também se tornam conselheiras. “Não chora, mamãe”, provavelmente dirá a garotinha ao ver a mãe emocionada por alguma razão. Os pequenos começam a entender a tristeza, alegria, desilusão e ciúmes dos outros como correlatos emocionais de seus comportamentos. Por volta dos 4 anos, as crianças tornaram-se especialistas em disputa social: copiam gestos, imitam palavras e posturas e, geralmente, desenvolvem simpatias. Dessa forma, sinalizam que fazem parte dos mesmos círculos sociais de que todos nós participamos para nos tornar “membros da tribo”, capazes de compartilhar comportamentos socialmente contagiantes como chorar, bocejar, sorrir, gargalhar e fazer caretas de nojo.

Não é de admirar que aqueles que sofrem de autismo sintam tanto medo das interações sociais diretas. Se você não consegue imaginar, nem de longe, o que se passa com a outra pessoa, essa interação deve ser intensamente frustrante, estressante – e assustadora. Em geral, os autistas não gostam de contato visual direto, preferem olhar para objetos e não para rostos; não imitam comportamentos, não bocejam, choram ou riem quando outros o fazem. Ou seja: não se envolvem com o rico tecido dos sinais que partilhamos com os demais membros da espécie. Essa incapacidade pode ser devida ao fato de que autistas geralmente se afastam psiquicamente de atividades que envolvam outras pessoas.

A incidência de autismo é mais alta em gêmeos idênticos, que compartilham a quase totalidade de seus genes, em comparação com gêmeos fraternos, que compartilham somente 50% dessa carga – o que indica que existe um componente genético para esse transtorno. Além disso, a maior incidência em homens que em mulheres revela fortes implicações biológicas. Já existem evidências, com base em estudos de imageamento do cérebro, de que regiões do córtex pré-frontal – principalmente o córtex frontoinsular e o córtex cingulado anterior, normalmente ativados por interações sociais – estão praticamente inativas em autistas. Dados de autópsias também indicam que as estruturas do córtex frontoinsular e do córtex cingulado anterior são alteradas nos casos de autismo.

O pesquisador John Allman, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, acredita que boa parte desse déficit social pode ser atribuído à falta de um tipo especial de neurônios fusiformes, também conhecidos como neurônios de Von Economo, em homenagem ao seu descobridor, que os observou em 1925. Neurônios fusiformes consistem em um neurônio bipolar bem desenvolvido encontrado somente no córtex frontoinsular e no córtex cingulado anterior, que, acredita-se, fornece a interconexão entre as áreas do cérebro ativadas pela aprendizagem e pelo contato social. Essa localização pode explicar por que neurônios fusiformes só foram encontrados em espécies particularmente sociais, como todos os grandes símios, elefantes, baleias e golfinhos.

Dentre todos os animais, os humanos são os que têm número maior de neurônios fusiformes localizados no córtex frontoinsular e no córtex cingulado anterior – as mesmas regiões que podem ser comprometidas no espectro de transtornos do autismo. Acreditase que os neurônios fusiformes funcionem como rastreadores das experiências sociais, levando a uma rápida avaliação de situações similares no futuro. Essas estruturas fornecem a base da aprendizagem social intuitiva quando observamos e copiamos os outros. Pode, portanto, não ser coincidência o fato de que a densidade de neurônios fusiformes nas regiões sociais aumenta desde a infância até atingir níveis de adulto já por volta do terceiro ou quarto ano de vida em crianças normais. Nesta idade, considerada por muitos especialistas em desenvolvimento infantil o divisor de águas, ocorre uma mudança considerável nas habilidades de intuição social. Já pessoas com autismo, que tiveram atividades de áreas do córtex frontoinsular e do córtex cingulado anterior interrompidas, apresentam dificuldade de realizar o que o resto de nós sabe fazer sem ter de pensar muito: descobrir o que se passa com nosso semelhante – basta prestar atenção.
 
Sobre o autor:
Bruce M. Hood psicólogo, diretor do Centro de Desenvolvimento Cognitivo de Bristol, da Universidade de Bristol, Inglaterra, autor de Supersense: why we believe in the unbelievable (HarperOne, 2009) e de The self illusion, a ser publicado nos Estados Unidos.
 

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011




Finalmente 2011!

Agora preparando forças para mais um ano!

2010 foi de fato um ano complicado, difícil, mas passou com grandes experiências, grandes aprendizados, mas agora são novas metas, novos objetivos!

Desejo a todos muito sucesso, muita superação e grandes conquistas!

Obrigada pela compreensão quanto à distância virtual, mas agora, pronta para o recomeço!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

José Pacheco e a Escola da Ponte

Na noite de ontem tivemos a grata satisfação de receber em nossa cidade , para o Congresso de Educadores do Vale do Aço promovido pela coordenação do curso de Pedagogia da Faculdade Pitágoras, o educador português José Pacheco no auditório do CDP da Usiminas onde ele falou sobre o processo diferenciado que ele utiliza na Escola da Ponte (Portugal).

José Pacheco trouxe seu conhecimento, sua experiência, de uma forma tão simples que eliminou quaisquer dificuldade natural de entendimento devido ao idioma. Seu discurso cativante e carregado de humor não deixa de alfinetar certas posturas engessadas neste processo de educar, principalmente no tocante à educação inclusiva.
Confira aqui a entrevista coletiva regida pela professora Márcia Rodrigues, na última quinta-feira, explicou os detalhes do congresso.
Para ver um pouco do que aconteceu neste importante evento clique aqui.


Fonte das imagens: Site Plox

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domingo, 18 de outubro de 2009

Psicopatas `leves´ pesam muito

:: Bel Cesar ::

Quem não conhece um "leve" psicopata? Bel Cesa, após ter lido o livro "Mentes Perigosas", da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva nos brinda com um ótimo artigo sobre esta temática: "(...) Eles são narcisistas, egocêntricos. Pensam muito e sentem pouco. Tomam decisões a partir de como podem ser beneficiados com prazer, auto-satisfação, poder, status e diversão." Leia mais...

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Musicoterapia

Pesquisas mostram benefícios da música para saúde

Segundo especialistas, a música pode ajudar no tratamento de algumas condições de saúde.

A música é usada para tratar doenças desde a Antiguidade, mas os primeiros artigos sobre os efeitos dela no corpo humano foram publicados apenas no século XVIII. Desde então o assunto vem sendo estudado no meio científico, mas sem grandes descobertas.

Hoje em dia já se sabe que melodias agradáveis induzem a liberação de substancias no corpo que causam sensação de prazer e bem estar. Mas aparentemente ainda existe muito para ser estudado sobre o efeito da música nas pessoas. Continue lendo aqui.

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