Site Meter

terça-feira, 8 de abril de 2008

Transtorno de Personalidade


Saiba identificar Transtorno de Personalidade
Saiba quem está na zona entre a normalidade e a doença mental; ansiedade pode ser diagnosticada com caso leve...
As pessoas costumam ser rotuladas pelos amigos e colegas por algum adjetivo, seja ele alegre, brincalhão, sério ou explosivo, entre outros. A maneira como somos vistos pode ajudar a diagnosticar se sofremos de algum tipo de transtorno de personalidade. Esses transtornos são disfunções mentais, que determinam como se leva a vida ou um relacionamento. São comportamentos apresentados por quem não pode ser classificado como normal, mas também não chega a ser diagnosticado como doente mental. Egoísmo é uma das marcas, segundo psiquiatra.
Há uma classificação feita pela Organização Mundial da Saúde, que destaca as principais características de cada transtorno. Para profissionais da área, porém, tal classificação é apenas didática, pois nem todas pessoas classificadas dentro de determinado transtorno apresentam, necessariamente, todos aqueles comportamentos.
O psiquiatra forense Guido Palomba, que prefere chamar os transtornos de personalidade de condutopatia, explica que as pessoas se encaixam nessa classificação quando estão na zona entre a normalidade e a doença mental. Existe, segundo Palomba, graus entre os transtornos, que vão desde os mais leves e menos nocivos à sociedade - como uma ansiedade - até uma personalidade psicopática ou criminosa.
O psiquiatra forense explica que três características são marcantes nos condutopatas: o egoísmo, decorrente do seu desenvolvimento afetivo; a vontade de satisfazer seu egoísmo; e as falhas em seus valores éticos e morais.
O psiquiatra Sérgio Klepacz, do Hospital Samaritano, diz que quem tem algum tipo de transtorno costuma fazer os outros sofrerem. E explica o que diferencia o transtorno explosivo de quem tem um acesso nervoso. ‘Geralmente uma explosão é comum quando é proporcional ao fator desencadeante’, diz. Ou seja, quem é impulsivo com freqüência, o chamado ‘pavio curto’, pode ser encaixado em algum tipo de distúrbio.

Diagnóstico
O diagnóstico, diz Klepacz, é difícil, já que muitos quadros são semelhantes. As causas podem ser físicas _como alterações hormonais e falhas na formação do cérebro_ até de cunho psicológico. ‘Há crianças que não receberam o afeto necessário durante determinada fase da vida, o que pode ocasionar problemas no futuro’, afirma Klepacz.
A psicóloga Sandra Amorim, do Serviço de Psicologia da Santa Casa de São Paulo, afirma que predisposição genética e o modo como o indivíduo interage com a família e com a sociedade também são determinantes para o aparecimento dos distúrbios.
A ansiedade, por exemplo, passa a ser um transtorno quando começa a afetar relacionamentos e o trabalho. Quem sofre com isso até percebe que há algo errado. Mas há outros transtornos como a paranóia _quem costuma ver tudo com desconfiança_ e o esquizóide _um ‘tímido patológico’_, mais difíceis de serem diagnosticados.

Internação
Outro comportamento preocupante é o borderline, conta a psicóloga Sandra. Ele é caracterizado pelas pessoas com comportamentos autodestrutivos, que se agridem, se cortam e, em certos casos, tentam o suicídio. Nesses casos extremos, o indicado é a internação. ‘Ele deve ser mantido no hospital pelo período mínimo possível, tempo suficiente para que saia e não coloque mais sua vida em risco’, afirma Sandra.
O psiquiatra forense Guido Palomba conta que quando as pessoas de personalidade criminosa_ ou psicopática_ cometem algum crime, o juiz pode tomar duas decisões. A primeira é interná-lo em um manicômio judicial.
A segunda, é tratá-lo como os demais criminosos e encaminhá-lo para um presídio comum. A lei, no entanto, afirma Palomba, prevê uma pena menor se entender que o autor do crime sofre de algum transtorno. ‘A lei é falha, trata-se de um erro grave’, afirma o psiquiatra forense.
Segundo Palomba, as pessoas com personalidade psicopata geralmente ficam mais agressivas quando mais velhas. ‘Depois dos 70 anos os traços ficam mais marcantes’, afirma o psiquiatra.

TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

O QUE É PERSONALIDADE
É definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo. Pode-se dizer que é o jeito de ser da pessoa, o modo de sentir as emoções ou de agir

QUANDO SURGE O TRANSTORNO
O transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muito inflexíveis e mal-ajustados, prejudicando a adaptação do indivíduo às situações. As pessoas não têm uma maneira absolutamente normal de viver. Aparece de forma permanente, continuada e duradoura

CAUSA
As causas dos transtornos geralmente são múltiplas, mas relacionadas com as vivências na infância e na adolescência, e físicas

TRATAMENTO
O tratamento dos transtornos é bastante difícil e demorado. Geralmente, quem sofre de algum tipo de distúrbio é pouco motivado para tratamento

CLASSIFICAÇÃO
Existe classificação da Organização Mundial da Saúde para os transtornos _veja alguns deles abaixo_, embora nem sempre quem sofra deles apresente todos os sintomas, ou de forma tão rígida

TRANSTORNO PARANÓIDE
• Quem sofre do distúrbio tende a interpretar ações das pessoas como humilhantes ou ameaçadoras
• Quase invariavelmente há uma crença de estar sendo explorado ou prejudicado pelos outros
• Questiona com freqüência a lealdade e a fidelidade das pessoas
• Geralmente é ciumento e questionador da fidelidade do cônjuge
• Tendência a distorcer as experiências, interpretando-as como se fossem hostis ou depreciativas
• São desconfiadas, teimosas, dissimuladas e obstinadas
• São extremamente sarcásticas em suas críticas, irônicas ao extremo nos comentários e contornam as eventuais situações constrangedoras recorrendo a chantagens emocionais
• Não toleram críticas
• Tem afetividade restrita

TRANSTORNO ANSIOSO
• A pessoa tende a manter-se tenso e apreensivo. Tem a crença freqüente de ser socialmente inepto, desinteressante e desagradável
• Evita a possibilidade de experimentar sentimentos desagradáveis e de se submeter ao julgamento público
• Com freqüência fala mentiras sobre sua real situação, pois acha que se os interlocutores souberem como ele é realmente, perderão o interesse nelas
• Dissimula sua verdadeira performance social, interpessoal ou psicológica, procurando aparentar aquilo que não é
• Crença constante de ser socialmente inepto
• Preocupação excessiva em ser criticado

TRANSTORNO ESQUIZÓIDE
• Pessoas que exibem um padrão de afastamento social persistente, uma timidez exagerada
• Dá impressão de falta de envolvimento com os acontecimentos cotidianos e com as preocupações alheias
• Tem pouca necessidade de vínculos emocionais
• Interesse na solidão, em trabalhos solitários
• Embora pareçam absortos em devaneios fantasiosos e fantásticos, não perdem a capacidade de reconhecer a realidade
• Pouco interesse em relações sexuais
• Sentem-se freqüentemente incompreendidas, o que reforça a tendência ao isolamento e ao afastamento dos demais

TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
• Padrão generalizado de perfeccionismo e inflexibilidade. Preocupa-se com a observância de normas e regras, com a organização e detalhes
• Normalmente são escravizados pelo simétrico, pelo limpo e pela ordem das coisas
• Zelo exagerado com a arrumação do banheiro
• É incapaz de suportar tudo aquilo que considera como infração às suas determinações
• Preocupação com detalhes, ordem, organização e esquemas
• Dificuldade em descartar-se de objetos usados
• Dedicação excessiva ao trabalho, dá pouca importância ao lazer

TRANSTORNO HISTRIÔNICO
• Mais freqüente no sexo feminino, apresenta comportamento dramático na tentativa de chamar a atenção
• Tendem a exagerar seus pensamentos e sentimentos, apresentam acessos de mau humor, lágrimas e acusações sempre que percebem não serem o centro das atenções
• Apresentam traços de vaidade, egocentrismo e dramaticidade
• Pode haver fases onde já não sabem onde termina a realidade e começa a fantasia, passando a acreditar em seus próprios mitos
• Devido à sua excepcional teatralidade, tende a polarizar as atenções e gosta de fazer papel de coitado
• As mães com transtorno histriônico podem idealizar manobras com objetivo de fazer seus filhos se compadecerem de seu estado

Verdades
Quem tem transtorno de personalidade não se adapta a regras
Verdade. Geralmente, são pessoas com dificuldades para se encaixar nos comportamentos sociais e a conviver com os outros
Em alguns transtornos, as pessoas têm comportamentos autodestrutivos
Verdade. Há casos em que as atingidos adotam condutas autodestrutivas, se agridem, se cortam e até tentam o suicídio

Mentiras
Para tratar o distúrbio não é necessária a internação
Mentira. Às vezes, medicamentos e terapia não são suficientes para evitar comportamentos suicidas, sendo preciso hospitalização
Alguém extremamente cauteloso pode ser classificado como paranóico
Mentira. Quase todos em situações novas são mais cautelosos. O paranóico é aquele que não consegue abandonar os seus temores
© Empresa Jornalística Diário do Vale Ltda

0 comentários:

Meus Artigos no Artigonal - Visite e Confira!

Psicologaram

Perfil

Minha foto
Nuccia Gaigher
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo." Clarice Lispector
Visualizar meu perfil completo

psicologados

Crimes na Internet? Denuncie!
Visando alcançar os objetivos do milênio:

Sign by Danasoft

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Volte ao Topo AQUI